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livro momento
Emmanuel
O momento é uma
partícula da hora na vastidão do tempo, e todos nós encontramos um momento
certo de acesso à própria renovação.
Emmanuel
Uberaba, 10 de dezembro
de 1992
Pensamentos de Emmanuel
Ninguém está privado do
ensejo de auxiliar ao próximo, elevar, consolar, instruir e renovar. Não
te detenhas.
Abre as portas de tua
alma a tudo o que seja útil, nobre, belo e edificante e, de braços
devotados ao serviço da Boa Nova, pela Terra regenerada e feliz, sigamos
com a vanguarda de nossos benfeitores ao encontro do Sublimado Amanhã.
A maioria dos cristãos
vai adotando, em quase todas as atividades, a lei do menor esforço.
Muitos esperam pela
visita pessoal de Jesus no conforto de poltronas acolhedoras; outros fazem
preces por intermédio de discos; há os que desejam comprar a tranqüilidade
celeste com as epístolas generosas, como também os que sem nenhum trabalho
em si próprios aguardam intervenções sobrenaturais dos Mensageiros do
Cristo pelo bem-estar da própria vida.
Confessar o Cristo,
diante dos homens, é revelar-lhe a luz e o poder em ações de amor e
desprendimento, que os homens vulgares ainda não conhecem.
A paciência do Cristo é
um livro aberto para todos os corações inclinados ao bem e à verdade.
A fonte que não amparas
costuma secar-se.
O amigo
que não conservas foge do teu caminho.
Cura a
catarata e a conjuntivite,
mas
corrige a visão espiritual de teus olhos.
Sana os desacertos
cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende também a guardar a mente no
idealismo superior e nos atos nobres.
Um viajante transportará
consigo vasta coleção de croquis pelos quais se levantará toda uma cidade,
mas se não dispõe de uma tenda a que se abrigue durante o aguaceiro,
decerto que os desenhos, conquanto respeitáveis, não impedirão que a chuva
lhe encharque os ossos.
Ninguém resgata uma
dívida unicamente por louvar o credor.
Cada dia, emitimos
sugestões para o bem ou para o mal.
O que colocamos na
balança da vida depende de nós.
Achamo-nos
magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações
caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber,
portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam. Nossa
conduta é um livro aberto.
A calma e a resignação
hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no
futuro, proporcionam ao Espírito uma serenidade que é o melhor
preservativo contra a loucura e o suicídio.
Auxiliemo-nos
mutuamente. Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para
falar com acerto.
Ninguém está órfão de
oportunidade.
Em toda parte, há
serviço que prestar e o melhor que fazer.
O encargo vem à nossa
esfera de ação por efeito da Providência Divina, mas a valorização do
encargo parte de nós.
Não nos iludamos.
Mais dia, menos dia,
todos sofrem. Há, contudo, quem sofra com rebeldia, com revolta, com
desânimo ou com desespero, perdendo o valor da prova em que se vê.
Momentos existem nos
quais é impossível desconhecer as nossas falhas; entretanto, tenhamos a
devida prudência de situar o mal no passado. Teremos tido comportamento
menos feliz até ontem.
Hoje, porém, é nosso
dia.
Todos necessitamos de
felicidade e paz; entretanto, felicidade e paz solicitam suor e renovação,
tanto quanto o progresso e a vida pedem trabalho harmonioso e bênção de
Sol.
A Providência Divina
possui os recursos e caminhos que lhe são próprios para alcançar-nos.
Não gritemos “eu
quero...” mas afirmemos em nossa condição de espíritos imperfeitos:
“se posso querer...”
O ciúme é o amor vestido
de espinhos dilacerantes.
Mantém-te em paz. É
possível que todos te guerreiem, gratuitamente, hostilizando-te a maneira
de viver, no entanto, podes avançar em teu caminho, sem guerrear a
ninguém.
Assume contigo mesmo o
compromisso de evitar a irritação.
Aprendamos a compreender cada criatura
no
problema em que se encontre.
Viver
de qualquer modo é de todos,
mas
viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.
A Universidade ilustra o
cérebro.
O Evangelho de Jesus
aperfeiçoa o coração.
Somente é possível
glorificar o Pai quando nos abrimos aos seus decretos de amor universal,
produzindo para o bem de todos.
Guarda a bondade e a
compreensão no trato com todos os companheiros e situações que te cercam.
Compreendamo-nos no
trabalho como sendo uma só família na intimidade do lar, esquecendo-nos
pelo rendimento da obra.
Ainda que não possas
marchar livremente com o teu fardo, avança com ele para frente, mesmo que
seja um milímetro por dia.
Tolera o fardo de tuas
obrigações valorosamente e caminha.
Do acervo de pedra
bruta, nasce o ouro puro.
Do cascalho pesado
emerge o diamante.
Cada qual tolera a carga
que lhe é própria.
Fardos existem de todos
os tamanhos e de todos os feitios.
Uma fonte humilde
garante o oásis na terra seca e apenas uma lâmpada acesa vence a força das
trevas.
Todos nós carecemos de
alívio na hora da angústia ou de apoio em momentos difíceis e, para isso,
contamos receber daqueles que nos rodeiam a frase compreensiva e
conveniente. Sejamos, também, compreensivos para com todos.
Caminhar para a frente,
desculpando-nos com entendimento mútuo quanto às próprias fraquezas, sem
melindres e sem queixas que apenas redundam em complicações inúteis e
perda de tempo.
Recorda o Divino Mestre
que teceu lições inesquecíveis em torno do vintém de um viúva pobre, de
uma semente de mostarda, de uma dracma perdida...
Faze o bem que puderes.
Nem acusação, nem
lamentos.
Trabalhemos sempre com mais ardor,
esquecendo o mal e fazendo o bem.
Emite
uma palavra de amor,
criativa e consoladora,
onde a
candeia do bem estiver apagada.
Francisco Cândido Xavier
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